Guia Turistico Digital Interativo
Desenvolvido para oferecer uma jornada digital sem precedentes no sertão mineiro. Este guia combina a riqueza do conteúdo tradicional com a praticidade da tecnologia interativa, permitindo que você acesse mapas, locações e serviços em tempo real com apenas um toque.
Conheça o Velho Chico, a cultura barranqueira, cavernas milenares e praias fluviais inesquecíveis.



JAnuária
Às margens do Velho Chico, um destino onde história, cultura barranqueira e natureza rara se encontram.
Praias de água doce, cavernas reconhecidas pela Unesco, Pântano de Pandeiros, trilhas e sabores do Cerrado fazem de Januária um lugar único para viver e sentir.



Patrimônios Naturais
Januária é natureza com personalidade.
Entre o Velho Chico e o sertão, revela cavernas gigantes, praias de água doce no inverno e o Pântano de Pandeiros, único pantanal mineiro. Aqui, a natureza é protagonista e guia de cada experiência.



rio são francisco
O Velho Chico é a alma de Januária. Molda o ritmo da cidade, cria praias sazonais e sustenta histórias e devoções. Antigo caminho de navegadores e comerciantes, hoje segue imenso, com bancos de areia e pôr do sol inesquecível, guardião da identidade barranqueira.



A PRAIA DE MINAS
Quando o Velho Chico baixa, surgem bancos de areia que transformam Januária na surpreendente Praia de Minas.
Entre julho e outubro, moradores e visitantes aproveitam peixe frito, música ao vivo e banho nas águas calmas.
Com estrutura e pôr do sol marcante, o espaço revela o jeito simples e acolhedor da alegria barranqueira.


PERUAÇU
Onde a natureza esculpiu a memória do tempo no sertão mineiro.

PARQUE NACIONAL CAVERNAS DO PERUAÇU
O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu é um dos cenários mais impressionantes do Brasil.
Entre cânions e cavernas monumentais, abriga sítios rupestres milenares e uma das maiores estalactites do planeta.
Criado em 1999 e protegido pelo ICMBio, preserva mais de 56 mil hectares entre Januária, Itacarambi e São João das Missões, unindo natureza grandiosa e memória ancestral.


Para sua segurança
É fundamental o uso de calça comprida, blusa de manga comprida e o uso de repelentes, para diminuir o risco picadas de insetos e animais peçonhentos.
Leve água, lanches, chapéu, protetor solar, roupas leves, sapatos fechados e confortáveis.

Acesso ao Parque
Para acessar os atrativos do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu é necessário a contratação de condutor credenciado antes da visita.
Programe sua visita com antecedência e respeite a capacidade de carga das trilhas.
De terça a domingo,
ds 08:00 h às 18:00 h.

+ INFORMAÇÕES
Endereço:
BR 135, km 155, Com. Fabião I,
Para mais informações:
(Whatsapp) (38) 3623-1038
E-mail: cavernas.peruacu@icmbio.gov.br

Gruta do Janelão

Lapa do índio

Lapa Bonita

Lapa do Boquete

Lapa dos Desenhos

Lapa do Carlúcio

Lapa do Caboclo

Lapa do Rezar

Arco do André

R.E.V.S DO RIO PANDEIROS
O Refúgio Estadual de Vida Silvestre do Rio Pandeiros é uma das grandes joias naturais do Norte de Minas. Criado para proteger o único pântano do estado, reúne lagoas, veredas, buritizais e áreas alagadas que sustentam a biodiversidade do Cerrado e alimentam o Velho Chico. A visitação é controlada, priorizando o turismo responsável e a conservação da natureza.

monumento natural do
brejo do amparo
O Monumento Natural Morro do Brejo do Amparo, criado em 2022, protege biodiversidade, cavernas e sítios arqueológicos do distrito mais antigo de Januária.
Abriga a Lapa do Louva-Deus, formações rochosas raras e espécies de roedores e mamíferos, como o mocó e o bugio-ruivo.
Do mirante no topo, a vista do vale e o pôr do sol revelam um dos cenários mais bonitos do sertão.




patrimônio Histórico
Januária é história viva às margens do Velho Chico. Do Brejo do Amparo, com uma das igrejas mais antigas de Minas, aos casarões coloniais do Centro Histórico, cada rua revela marcas de fé, comércio e tradição. Antigo porto de tropeiros e navegantes, a cidade preserva praças, mercados e celebrações que mantêm pulsando a autêntica alma barranqueira.

Centro Cultural

Centro de Artesanato

Sala Xakriaba

Casa da Memória

Praça Getulio Vargas

Pç. Patrocinio da Mota

Praça Santa Cruz

Praça do Pescador

Praça Tiradentes

Museu do Pão de Queijo

Igreja N. S. do Rosário

Quilombo Urbano
da Rua de Baixo
A Rua de Baixo é reconhecida como o primeiro quilombo urbano de Minas Gerais. Às margens do Velho Chico, preserva tradições como as lavadeiras e manifestações culturais marcantes, entre elas o Terno dos Temerosos, o Maculelê, a Capoeira e os festejos de São Pedro e Santa Cruz.
igreja nossa senhora do Rosário
No Brejo do Amparo está a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, um dos templos mais antigos de Minas.
Datada de 1688, é considerada a segunda igreja mais antiga do estado e marca o início da ocupação da região.
Sua arquitetura mistura influências baianas e paulistas, com interior do estilo nacional-português e traços do primeiro barroco mineiro.
Tombada pelo IEPHA, é símbolo da fé e da história de Januária.



Patrimônios Culturais
Em Januária, cultura não é peça de museu — é vida pulsando nas ruas, nos quintais e nas festas. Saberes ancestrais seguem vivos no artesanato, na música e nas tradições que atravessam gerações. Entre sabores do Cerrado, cachaça artesanal e celebrações populares, a alma barranqueira transforma memória do ser tão mineiro em experiência.
Mestres do Saber
e do Fazer
Os Mestres do Saber e do Fazer de Januária são guardiões da memória barranqueira.
Artistas, pescadores e artesãos transformam vivências em música, poesia e tradição.
Seus ofícios, passados entre gerações, revelam a força de uma cultura viva que faz da arte, do trabalho e da memória a verdadeira alma da cidade.
Escultor de Carrancas
Neli

Escultor
Lico

Poeta e Pescador
Carlucio

Educador, poeta e mestre
João Damascena

Artista Plastico
Waldecy Guimarães

Arte em Madeiras
Além das tradicionais Carrancas, o artesanato em madeira em Januária também retrata as esculturas de diversas formas, esculturas religiosas, os barcos à vapor do passado e as canoas dos pescadores.
Arte em Cerâmica
Uma arte que abrange não só Januária, como também algumas regiões vizinhas. Além de vasos decorativos, a arte em cerâmica de Januária se destaca por materializar momentos do cotidiano do seu povo, das suas tradições e da sua fauna.
Arte Indígena
A arte indígena da Tribo Xakriabá é bem diversa e reflete a sua cultura e o seu meio através de esculturas entalhadas na madeira de animais silvestres, máscaras em cerâmica, cestarias em palha e ornamentos feito de sementes e penas coloridas.
Outras Técnicas
Januária respira cultura e a arte flui em suas veias. Além do que já foi citado anteriormente, é possível encontrar arte com outras técnicas aplicadas, como a pintura em quadros, tecido e em cerâmica; arte em tecido; e arte feita com a matéria prima do cerrado, como pedras, cascas e sementes.
As manifestações culturais de Januária revelam a força de um povo que transforma fé, memória e cotidiano em celebração.
Em praças, ruas e comunidades, danças, cortejos e festejos religiosos mantêm viva a memória dos antepassados.
Cavalhada, Maculelê, Dança de São Gonçalo, Festejos de Santa Cruz e diversos outros eventos, unem fé, tradição e celebração comunitária. Para o visitante, é uma oportunidade de sentir a força cultural do sertão em sua forma mais autêntica.
Os Festejos de Cavalhadas do Brejo do Amparo são uma das tradições mais antigas e marcantes da identidade januarense.
Realizada desde 1851 no distrito que deu origem à cidade, esta tradição vem atravessando gerações. Elas encenam o embate simbólico que teria acontecido na Península Ibérica entre mouros e cristãos, devido ao fato da rainha moura Florípedes querer ser batizada e converter-se ao cristianismo.
Nesta encenação, dois grupos de oito cavaleiros com trajes coloridos, montam belos animais com seus arreios polidos e adornados com fitas coloridas.
A Cavalhada acontece em setembro. Moradores e visitantes se juntam na praça para acompanhar a apresentação que mistura teatro, religiosidade e festa popular.
Mais que uma festa, as Cavalhadas revelam o orgulho local e mantêm viva uma manifestação cultural que atravessa séculos no sertão mineiro.

A Festa dos Santos do Rio é uma das celebrações mais marcantes da cultura barranqueira de Januária.
Realizada às margens do Velho Chico no dia 4 de outubro ou no sábado mais próximo, a Festa dos Santos do Rio homenageia os santos protetores das águas e dos pescadores, unindo fé, música e tradição.
Três procissões dão forma ao cortejo:
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A primeira é de Nossa Senhora das Dores, que sai da catedral e é conduzida em andor por homens uniformizados;
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A segunda é a de São Francisco, que sai do Convento das Freiras Franciscanas e é conduzido por músicos vestidos como o santo;
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e a terceira procissão é a do padroeiro dos pescadores, São Pedro, levado em um barco que parte de Pedras Maria da Cruz e desce o rio acompanhado por dezenas de embarcações iluminadas por velas.
Moradores e visitantes participam com cantos, orações e muita devoção, criando um momento único de fé, identidade ribeirinha e conexão profunda com o Velho Chico.

Anualmente, quando acontece o Encontro das Comunidades Quilombolas em Januária, uma comunidade do território quilombola do município é escolhida para ser a anfitriã do evento.
O objetivo do encontro é fortalecer os laços entre os grupos, celebrar as tradições, memórias e modos de vida que atravessam gerações. Durante o evento, apresentações de ternos, danças, rezas e cantos fortalecem a identidade coletiva e reafirmam o orgulho das comunidades quilombolas.
É também um espaço de diálogo, troca de saberes e valorização da cultura quilombola, onde visitantes têm a oportunidade de conhecer de perto histórias, expressões artísticas e práticas que mantêm vivo o legado ancestral da região.

Os Reisados de Januária são expressões vivas da fé, da alegria e da ancestralidade. Os grupos são estruturados estruturam a partir de sua devoção aos santos como: Reis Magos, Nossa Senhora da Conceição, São Sebastião, São Benedito, entre outros.
Eles celebram o ciclo natalino com cantos, danças e visitas às casas, fortalecendo laços comunitários que atravessam gerações.
Em Januária, cada grupo tem sua identidade, seu canto e seu jeito de anunciar a mensagem dos Reis Magos. Nos bairros, comunidades rurais e especialmente no quilombo urbano da Rua de Baixo, os ternos percorrem as ruas levando bênçãos, agradecimentos e pedidos de proteção.
Acompanhar um reisado é viver uma tradição que mantém acesa a espiritualidade, a alegria e o orgulho cultural da cidade.

A Rua de Baixo é um território onde a cultura quilombola pulsa em cada esquina.
Primeiro quilombo urbano de Minas Gerais, o bairro preserva tradições que atravessam gerações e revelam a memória viva de seu povo.
Ali, música, fé, dança e ancestralidade se misturam: grupos de Maculelê, Puxada de Rede, capoeira se apresentam em festas e encontros comunitários; os Festejos de Santa Cruz e São Pedro transformam as ruas em espaços de devoção e celebração, enquanto a Dança de São Gonçalo e os Ternos dos Temerosos e do Reis do Boi mantêm viva a espiritualidade e os rituais herdados dos antepassados.
Na Rua de Baixo, cada manifestação é mais que um espetáculo. É resistência, identidade e orgulho coletivo.

O Terno dos Temerosos é uma manifestação viva da cultura popular januarense, profundamente ligado à Rua de Baixo e ao ciclo natalino. Também conhecido como Reis dos Cacetes, é uma tradição do médio Rio São Francisco, onde a princípio, a denominação: Terno dos Temerosos, parece ser exclusividade de Januária.
Seus integrantes vestem uniformes de marinheiros e se definem como uma “marujada de água doce”, remetendo à forte relação com o Velho Chico e à história da navegação fluvial.
Fundado por Berto Preto, o grupo reúne hoje adultos e crianças, em sua maioria filhos e netos de pescadores. A apresentação combina canto, percussão e coreografia com bastões de madeira, comandada pelo Imperador (atualmente, João Damascena) e pelo contramestre.
O repertório inclui cantos de Reis, sambas, marchas e rituais de visita às casas, onde fé, música, partilha e identidade comunitária se entrelaçam.

A dança representa a lenda de um jovem guerreiro que, em um ataque à sua tribo, conseguiu defendê-la sozinho, armado de dois pedaços de pau, fazendo dele um herói.
Vestidos com uma saia de tiras brancas, com os corpos pintados em estilo tribal e ao som dos bastões (ou facões) que se cruzam no ritmo acelerado da percussão, o grupo encena movimentos que misturam dança, luta e ancestralidade afro-brasileira.
Atualmente há dois grupos de Maculelê em Januária: a Tribo Baobá e o Pé da Serra do Brejo do Amparo. As apresentações acontecem em festas folclóricas e eventos culturais na cidade.
O Maculelê preserva histórias antigas e reforça o orgulho da identidade quilombola de Januária.

A Puxada de Rede é uma homenagem aos negros recém-libertos, que encontraram o seu sustento através da pesca nas águas do Velho Chico.
Em cortejo, homens e mulheres encenam o ato de lançar e recolher as redes, acompanhados por cantos que lembram o trabalho e a fé dos antigos barranqueiros.
Essa tradição aparece em festas e encontros culturais, celebrando o modo de vida ribeirinho e a importância do rio para a história local. Para o visitante, é um momento raro de vivenciar a poesia e a força da cultura pesqueira januarense.

A capoeira é uma das expressões culturais presentes na Rua de Baixo e reforça a força da identidade quilombola que é bem representativa em Januária.
Entre toques de berimbau, cantos e movimentos circulares, grupos da comunidade se reúnem em festas e eventos para apresentar rodas que misturam luta, dança e ancestralidade afro-brasileira.
A prática envolve crianças, jovens e adultos, criando um ambiente de aprendizado coletivo e valorização das raízes negras da região.
Mesmo simples e comunitária, a capoeira mantém vivo um legado de resistência, arte e pertencimento no quilombo urbano.

Os Festejos de Santa Cruz estão entre as celebrações religiosas mais antigas e tradicionais de Januária, realizados anualmente entre o fim de abril e o início de maio, na Praça Santa Cruz.
A programação reúne novenas, procissões, missa festiva, leilões e apresentações folclóricas, fortalecendo a fé e a convivência comunitária. Ao final do leilão, é escolhido o festeiro responsável pela edição do ano seguinte.
A origem do festejo remonta ao século XIX, quando moradores e crianças da região já se reuniam em torno de uma cruz ornamentada com flores e cantos religiosos. Com o tempo, os fiéis construíram um cruzeiro e, em mutirão, ergueram a Igrejinha de Santa Cruz.
Mais que uma celebração católica, o festejo simboliza memória, devoção popular e a força da comunidade na construção da história de Januária.




